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São Pedro de Paripiranga: um arraial de alegria

07/07/2022 às 11h14

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Em junho de 2022, a cidade de Paripiranga enfeitou-se, a Vila do Coité ressurgiu, o leiteiro anunciou, a festa de São Pedro na área do Mercado Municipal. As emoções retidas dois anos ressurgiria, num memorável evento de alegria e paz, celebrando Santo Antônio, São João e, por derradeiro São Pedro, num misto de encantamento e apreensão.

A população de Paripiranga iniciou o mês de junho, num fim de semana com promessa de chuva, com a rua ao lado do Terminal Rodoviário coberta de bandeirolas, imagens dos Santos Juninos e, fitas sinalizando as cores do sol nordestino, aos poucos apareceram balões multicoloridos em chita, cactos, carroça, feno e, no antigo mercado da carne, uma cenografia de encher os olhos e alma dos filhos da terra e dos outsiders arrebatados, uma charmosa vila, com igrejinha e casas multicoloridas. Era a Vila do Coité. Adornando a chegada, uma ampla praça com o letreiro Paripiranga, em fios de metal. A praça ornada de azul e branco, sinal de reverência ao manto de Nossa Senhora, não deixava esquecer a fé na Padroeira querida do Patrocínio.

Os dias se passavam, em 13 do mês, o som, as cores, os sorrisos abriram-se na festa de inauguração da Vila do Coité. Santo Antônio acolhia a todos para a confraternização em torno do Menino Deus, a clarear nossos sonhos de uma safra farta e, para muitos a promessa de enlaçamento afetivo, mas ali consolidava-se o enredo de uma festa esparramada ao longo do ciclo junino, com as quadrilhas, os folguedos, enquanto lugar da cultura popular e, por aconchego adentrou as comidas típicas, as chuvinhas, a fogueira, o amendoim.

São Pedro não decepcionou. Criou o clima, enfeitou a cidade de frio e chuva. A Paris das ladeiras, também da neblina, emoldurou os mais nobres sentimentos e, todos, indistintamente, situação, oposição, amigos, irmãos, adversários, reunidos na mesma multidão, aquecendo o passo, o canto, o sorriso, a dança, o encanto. É possível edificar um imenso arraial emoldurado por bandeirolas a tremular ao zumbido potente de ritmos variados, coreografias, modelitos e câmeras digitais a eternizar instantes de alegria, de sorrisos, de abraços, paqueras e acalanto.

A imensa cobertura de bandeirolas coloridas, bailou ao ritmo do vento, das múltiplas vozes, roupas jeans e xadrez, de botas, chinelo de dedo, mas nada foi tão notável do quanto o comércio reavivou, tão combalido pelas medidas de isolamento social (Covid-19) e, nada deu mais alegria e ânimo para persistir no sonho de comercializar. O mesmo espírito reacendeu os reencontros tradicionais de filhos dispersos a se encaminhar a casa de seus pais, avós e amigos, a encurralar a saudade com a presencialidade, o abraço, o sorriso, a comida caseira a encantar o paladar, a ponto de aflorar as memórias afetivas de um passado adormecido na pacata cidade do nordeste da Bahia.

Os dias da grande festa chegou. O frio, a chuva não deram trégua. Os blogueiros dispensaram fotos, imagens, comentários de tão bela festa, do calor e alegria destes baianos da fronteira, das roças de milho e abóbora. A festa alinhavou a todos, sem ressentimentos, e em diferentes momentos e lugares era possível ver os filhos desta amada terra sem as disputas por poder.

São Pedro aproximou a todos ao espírito da alegria e nos deixou uma lição maravilhosa do quanto o poder municipal tem feito para a qualidade de vida e o reavivamento da esperança, enquanto cravou na agenda da região, a última festa a fechar o ciclo junino, com muita emoção e o ardente desejo de retornar no próximo ano, assim, a alvorada sinalizou a resistência de persistir na mesma alegria quando as ruas se encheram de encantados a acompanhar o trio, a ponto de não acreditar estar caminhando para o silenciar da festa, nesta edição memorável.

O poder público municipal realizou a festa, o povo aprovou e os Santos juninos abençoaram. São Pedro é em Paripiranga.

José Marcelo Domingos de Oliveira

Paripiranga, 05 de julho de 2022